sexta-feira, dezembro 30

os galhardetes e o galo de barcelos

2005 foi um ano gigantesco. ninguém ainda deu por nada, mas aposto que teve muito mais que 364 dias. balanço positivo (muito positivo até, apesar de eu não ter muito jeito para balanços e tender a deixar-me influenciar pela noite anterior, que foi boa, diga-se de passagem) nem o facto de os três empregos me terem roubado o direito a férias (ando mesmo a morrer por uns dias) e respectivos subsidios o diminuem.

Assim, os galhardetes vão para as CocoRosie, para o Antony e para os Arcade Fire, por esta ou por qualquer outra ordem. Vão para a Vera Drake e, óbvio, para o Tim Burton com a deliciosa Noiva Cadáver (eu também queria que ele ficasse com as duas). Vai para o Beco das Sardinheiras porque o que é preciso é não confundir o género humano com o Manuel Germano.

Vai para a casa da parede verde, trabalhada das dez às duas da manhã com suor e lágrimas, recentemente re-baptizada casa do P.O.V.O. (obviamente contra minha vontade, que sou burguesa) pelos descobridores de catan (o jogo do ano, sem dúvida alguma) que descobriram também que mi casa es su casa e até já me presentearam com um galo de barcelos para a porta do frigorífico, infelizmente um dos que não parte apesar das inúmeras tentativas (minhas e da Adília que até era uma caxineira mas que agora já tem gosto requintado).

O prémio maior deste ano vai para (suspense!) para os descobridores de catan (os verdadeiros, os que todas as noites aparecem para o café e para a cerveja) e que este ano me ajudaram a conquistar alguns sonhos. sejam sempre bem vindos.

Este ano, enorme e delicioso, tem ainda direito a um mega-giga-prémio especial que vai para a minha irmã mais velha (e já agora para o cunhadinho), que me ofereceu a meio do ano, um João de 3750g que tem umas bochechas que deixa logo claro que é meu sobrinho.

venha 2006!

silêncio... no hay banda

o silêncio pode dizer muitas coisas. pode contar muitas histórias. é com grande pesar que informo que não é este o caso. O meu silêncio diz apenas que o meu presente de natal, o meu grande presente de natal (não substimando nenhum dos recebidos na passada semana) ainda está para vir. Aquele pelo qual passei horas com o telefone colado à orelha e uma tarde numa estação dos correios em plena época natalícia (ainda vou escrever uma tese, um dia, sobre a intíma relação entre a depressão portuguesa e as estantes das estações dos correios - para quem não as frequenta, recomenda-se uma visita com objectivo altamente cultural - mil e uma estantes entre as quais nos obrigam a ziguezaguear na esperança de chegar a uma balcão de atendimento, preenchidas com a obra completa do Paulo Coelho arrumada de forma alternada com o "Osho da Vida", "O Livro da Mulher", "O Livro dos Bonsai" e o "Conheça-se a Si Próprio em Dois Segundos e Meio" e já estou a desconversar.
Dizia eu, antes de me entrar pela arte do mal dizer, que apesar de tudo os CTT tiveram a capacidade de bater outras formas de comunicação como dois meses de telefonemas e cinco e-mails e entregar a minha carta (não registada, embora devesse) em menos de uma semana e, desta forma, realizar o meu grande sonho dos últimos tempos - CONSEGUI FALAR COM UM SENHOR CLIX!
e agora já só vão demorar 6 semanas (pelo menos, dizem-me na carta) a atender o meu pedido e dotar a casa da parede verde com internet!
com sorte, vou receber o meu presente de natal vestido de folar da páscoa e nessa altura prometo ser assídua. até lá...