terça-feira, agosto 15

me and my big mouth

quando era míuda, quase ontem pelas minhas contas, o meu pai reclamava quando eu falava pelos cotovelos e tornozelos e outras articulações longínquas que tais e dizia - quando não tiveres nada para dizer e quiseres falar, diz pois!

pois parece que nunca aprendi e continuo a falar até pelas falanges e, às vezes, pelas pontas dos pés e quem me dera só dizer pois.

muitos pois em itálico quando (quando é aquela palavra que eu não sei teclar porque (para não dizer pois) sai-me sempre qunado, sabe-se lá porquê) são segredos ou ou em BOLD quando é grito mas esquece-se-me...


e o pior de tudo é que quando eu devia estar a dizer (ou a escrever) pois há sempre alguém à escuta. daí a mudança de morada. daí este silêncio engasgado (é que há por aqui umas histórias muito pouco interessantes, dignas de um grandessíssimo pois de acordo com o sábio meu pai) que vai ter de durar até que umas férias (por falar do assunto e só porque isto é coisa muito invulgar -O SUBSÍDIO DE FÉRIAS JÁ CÁ CANTA e nem sei o que se faz com este dinheiro todo (não liguem, não é dinheiro nenhum de jeito, não dá para férias de sonho nem pouco mais ou menos, mas a malta é pobre e todos os ouros a mais são uma loucura) dizia eu, até que umas férias ajudem a limpar esta alma faladora e confusa.

e, mais uma vez, tenho dito ;)
ainda há uma semana havia sitios assim em Portugal. com rumores de águas e ervas verdes e gritos dos pássaros e os voos rasantes das libelinhas.

já não há!

arderam!

quarta-feira, agosto 2

tu, eu e todos os que conhecemos



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terça-feira, agosto 1

casamentos e divóricios

o sotão, que não é sotão e que nem aparece no plano que consta na camara municipal e que às custa do qual quase tivemos de pagar luvas ao inspector da vistoria que nos vinha garantir o IAJ (a lata que esta gente tem - não fosse a calmíssima e terna senhoria no seu fazer-se de desentendida bem estudado...) ora, o sotão que não é sotão e que foi criado sabe-se lá quando e por quem e que é composto por uma lavandaria gigantesca um quarto um quarto de banho e cem metros quadrados de arrumos (um crime, um verdadeiro crime, que se ali estivesse um terraço é que era e tinhamos a cidade toda aos nossos pés por uns míseros ouros (que é mesmo isso, que mesmo sem IAJ... a senhoria nem sabe o que isto vale, mas também não vou ser eu a dizer-lhe!... quando liguei para ver o apartamento ela disse tímida que não era um palácio e quando nos veio mostrar até parecia ter vergonha e eu nem vos conto porque tirando o papel de parede pavoroso (a quem tratamos da saúde, com algum esforço, diga-se) a casa é óptima).

mas o sotão, que não é sotão é mais um segundo piso, vive agora a mais recente separada que, por falta de cavalheirismo, teve de sair de casa enquanto o NHE se deprime com a vida que escolheu na dela.

eu admito que nunca fui fã dos namorados das amigas (ou das namoradas dos amigos) e não, não são os ciúmes típicos mas antes uma terrível sensação de desperdício, uma desilusão pela baixa fasquia de pessoas tão inteligentes. eu sei, o amor tem destas coisas, mas este NHE (NHE mesmo, como em pamoNHa ou NHaNHa ou raNHoso, como o próprio som de NHE) era o suprassumo da desilusão. Um ausente de si próprio que nem dá pela vida passar.

e portanto, pouco me importa que esteja a chorar baba e raNHo pela outra casa, 4 prédios acima, e que tenha posto a rapariga fora até acordar e descobrir que o mundo é cruel e só se dá para quem o quer.

e até pode demorar o tempo todo do mundo (que é bem provável) que a parede verde não é sentimalona e não se compadece com quem quer só o hábito ensosso dos dias cansados e por isso mesmo é, e será, porto seguro para quem tem fogo no rabo e gana como o Variações para mudar de vida.

e assim deixo aqui os parabéns àquela que se vai deitar tristíssima lá em cima com dores no peito e nos olhos e prometo estar cá amanhã, com ombros e tudo, para o que der e vier.