quinta-feira, julho 20

ausência de verão

é esta saudade das relvas orvalhadas a molharem a ponta das sapatilhas e o nevoeiro sobre o Lima e as noites em que o mar sua para a terra a maresia e obriga ao arrepiar dos pêlos.

é esta sensação veranil de que viver todos os dias cansa

é o cansaço de quem já não se lembra de um sábado sem trabalho quanto mais de umas fériazitas e que desconfia que se vai, mais uma vez, mudar de vida antes de as poder gozar.

é a cidade sem rio nem mar nem corrente de ar



e isto são só desculpas que a verdadeira razão sei-a eu e não a conto

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