Queria fazer-te muitas perguntas, mas a verdade é que éramos felizes no silêncio e no roçar de pés e pernas. Às vezes pensava ver ali dois ou três segundos, durante as manhãs que dormiamos e acordávamos mil vezes até serem horas marcadas para alguma coisa que teríamos de fazer separados, e saíamos a correr - ainda tenho que passar em casa - um de nós dizia, e tomar banho - às vezes, entre acordares e virar de lado, parecia-me ver um espaço para te fazer uma pergunta, só uma, mas saía-me quase sempre um conta-me uma história pequenina, e tu contavas e dormiamos 5 minutos mais até serem horas de alguma coisa que não nos incluiam aos dois.
Nunca te perguntei nada, tu também nunca me puseste em cheque. Aceitamos que o silêncio e o roçar de pés, aos sábados, ou em dias frios, nos chegavam.
Guardo ainda, anotada no verso do meu coração, a pergunta essencial - onde vais estar na próxima quarta-feira e na outra depois dessa e na seguinte e se não achas que eu e tu e dois meio copos de vinho não podemos ser o melhor plano para os próximos 7 anos?
domingo, janeiro 15
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