domingo, fevereiro 7

Ela não fuma, não bebe (nunca apanhou uma bebedeira), não joga. Apagou recentemente a conta de facebook. Tem medo dos vícios. Tem medo de cair dentro de um e nunca mais se encontrar.

Ele é o contrário. Vive nos excessos. Ri alto e barafusta como um louco para no segundo seguinte lhe fazer uma festa e dizer 'mas eu sou o teu ursinho'. Gosta de  medronho mais do que do ar que respira. Por respeito a ela, nunca bebe mais do que um copo.

Ela queria viver no campo, um monte no Alentejo, longe de todos. Vir à cidade só de vez em quando, para matar saudades.

Ele não gosta de comer em casa. Detesta a ideia de que depois de comer ficam pratos para lavar. Por ele, viviam num quarto de hotel e comiam todas as refeições num restaurante.

Ela mantém o instagram por trabalho. Ele tira selfies mascarado de borrego.

O ninho de um lado e a loucura do outro.
Faz um ano que passam as 24h do dia juntos. Ela calma, ele louco. Ela medo, ele  nos píncaros. A culpa é das mães - a dela sempre a achou feia, a dele abandonou-a com 9 meses.

São felizes, e eu sou testemunha.

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