terça-feira, março 1

Desaparecer do mapa

Mala finalmente feita - últimos artigos mas não menos importantes - aloquete, lápis de cor, o livro que estou a ler, um outro para ler e um para reler. Estou segura que entre isto e o que não me esqueci de pôr na mala vou falhar em pouco. Um mês não é nada.
Fica para trás, por decisão e não por esquecimento (por esquecimento ficarão mil e uma coisas que descobrirei apenas amanhã à noite), uma casa cheia de plantas regadas, os livros, uma garrafa de vinho quase vazia na banca da cozinha (será a fiel testemunha de que eu não ando por lá), os discos, os quadros nas paredes, um gato abandonado em Viana, mais de metade do cabelo e as saudades dos dias normais.
O meu desaparecer do mapa será tão breve que apenas os coentros poderão dar pela minha falta.

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