sexta-feira, maio 12

e hoje por fim termina a (quase desesperante) espera. hoje saio da janela e não espero mais o sr. clix. o divórcio está quase a adar entrada no juiz da paz com pedido de subsidio de alimentação modesto (para uns jantarzinhos bons numa taverna que eu cá sei), coisa pouca, só para amainar estar acidez gástrica que a raivazinha miúda traz. é que estas coisas são mesmo assim, não há divórcios felizes (não me venham com histórias) e se o sr clix nunca me fez chorar, deixou-me à espera mais do que uma mulher aguenta (e acreditem que aguenta muito!). já o Vinicius cantava baixinho
"tantas você fez
que ela cansou
porque você rapaz
abusou da regra três
onde menos vale mais
da primeira vez ela chorou
mas resolveu ficar
porque os momentos felizes
tinham deixado raízes no seu penar
depois perdeu a esperança
porque o perdão
também cansa de perdoar"
e o homem sabia destas coisa e o sr clix não. e por ser um ignorante leva com um divórcio em cima que é o que merece.

e estou aqui com coisas só para dizer que a casa da parede verde tem finalmente acesso ao mundo, com novo fornecedor que, por ainda não ter metido o pé na argola, ainda se safa de publicidade.

não prometo ser mais assídua muito menos pontual (as minhas avaliações da escola primária começavam sempre por Assídua mas muito pouco pontual, graças aos meus pais consegui algumas vezes safar-me de entregar os malfadados e raramente concretizados trabalhos de casa) mas prometo (se ainda alguém se lembra do que eu estava a dizer antes do regresso à escola) mas prometo, dizia eu antes de me interromper (outra vez) inventar novos culpados pa ra a minha falta de presença (ou de imaginação ou de inspiração divina) por estas bandas.

agora abandono esta posta com a desculpa de que o meu gmail abarrota-se de mails de ler e deitar fora que tenciono arrumar

se me dão licença

2 comentários:

Goiaoia disse...

O Mac é um porreiro. Se num fosse por ele nunca mais te punha a vista em cima, óh "parede" esverdeada.
Quanto ao resto, a ver...

Lcego disse...

embora ande na rua e raramente volte a mim, tem sempre a chave desta casa que sou, um dia mudo de fechadura, mudo que mudo...é só descobrir onde reside a força, de cortar pela cintura um amor que acredito eterno, e talvez ele morra de pé como o cacto.

Posso linkar a parede? Achei-me um pouco por aqui...