quarta-feira, janeiro 14

Só para que saibam, sou gaja para ter super-poderes e, ainda para mais, comi espinafres ao jantar todos os dias desta semana. No entanto, nada a temer, bandidos deste mundo, tenciono ir para a cama cedo.
Poderão dizer - ai! Isso é do vinho! E eu não digo que não. Também as bruxas sabiam das melhores ervas para a clarividência, e eu hoje pus para trás das costas a crónica falta de dinheiro e comprei um melhorzinho mas também não perdi a cabeça porque, como diriam os quais, tortelini ou couscous (neste caso tagliatelli com cogumelos e espinafres) não pedem um tremendo excesso.

O que faz a diferença, se alguma coisa faz a diferença, é o jejum.



Mal cheguei a casa, vinda do ginásio (há alguns dias tive um momento triste em que me apercebi que sou velha porque que tive da googlar o meu ginásio e pensei ‘já não é assim que se chamam aqueles sítios onde se sua e se corre e se sofre por um corpo jeitoso’ e só depois de 1 ou 3 minutos me lembrei que é fitness center) e pronto, perdi-me (perdoem-me caros leitores, é do vinho, senhores, é do vinho, é da coisa que eu mais adorava!). Voltando ao fio condutor, cheguei a casa do ginásio e cometi a grande asneira (oiçam-me miúdos, aprendam com o erro dos outros, não se obriguem aos mesmos erros) de abrir a garrafa de vinho e pôr os Artic Monkeys a tocar aos berros mesmo antes de comer alguma coisa, mesmo antes de tomar banho - asneira! Absolutamente errado! Para além de uma falsa sensação de bem estar profunda - o Alex Turner a dizer aos berros na sala ‘I wanna be your vacuum cleaner’, eis que chega a clarividência! E a clarividência, embora seja um super-poder altamente apetecível para a maioria das pessoas (mentira, que a maioria das pessoas nem sabe o que isso é) é coisa para gente grande e eu, pequena do alto do meu metro e cinquenta e sete, ainda estou aqui às voltas a ver como digiro a coisa.

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