Só vos conto isto porque o Adolfo acabou de roubar-me uma malagueta e agora está ali no corredor com ar infeliz.
Eu, na verdade, semeei coentros e diariamente rodei o vaso, mimei-o, sol sem excesso, água qb, até cantei, vejam lá. E os coentros lá começaram a brotar, meio tímidos, é certo, mas lá começaram a aparecer uns rebentos e eu mantive a técnica. De um momento para o outro, um dos rebentos achou-se mais que os outros e disparou ar acima com ar confiante. É o patinho feio dos coentros, pensei eu, mas como nunca julguei as gentes (e os rebentos) pelo aspecto, deixei o moço estar. Até ao dia de fazer uma sopa de peixe e, atacando primeiro os breves rebentos e constando a sua insuficiência, lancei-me ao grande. Eu sou parva mas não sou maluca e não atiro para o tacho nada sem provar pelo que arranquei uma folhinha, rapidamente desfi-la entre os dedos e cheirei-a.
Resultado - urticária nos dedos e nariz em forma de batata em menos de 1 minuto.
Tratamento - um anti-histamínico fora de validade que era o que havia.
Conclusão - Adolfo, amigo, a malta está contigo neste momento difícil!
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