E agora o que é que se faz? Saio de cena para não te complicar a vida ou posso contar-te que, não sendo nada seguro (hoje houve tempo para passar no renovado Pingo Doce do Braga Shopping - bem haja a fila única - para comprar vinho - Herdade Porto da Bouga) fiz um Maigret de Pato (caseiro que ontem foi dia de mãe) de bradar aos céus?
É quem tem a vida presa por qualquer coisa não sou eu e se por um lado cumpro o mais que posso a ética e a moral, por outro lado não fui eu que pus as cartas em cima da mesa e recusei o inocente jantar com desculpas de possibilidade de fraquezas da carne. Sim, não acredito na política don't ask don't tell das forças armadas americanas e até agradeço e admiro a honestidade (não há ego que resista!) mas e agora? Já não posso dançar descalça contigo pela sala? Fazer de conta que isto não é só a valsa de domingo à noite?
Posso contar-te aqui, onde não vais nunca encontrar-me (nunca ninguém alguma alma vai encontrar-me por aqui) que houve tempos em que tive um amor portátil, ainda antes do Pedro Paixão o escrever? Conto-te que nunca me sentei numa mesa de café a nenhumas 3 de alguma tarde com o Tom, que tanto eu como ele tinhamos relações felizes e saudáveis (para miúdos de 21 anos) e que nunca sequer fizemos planos de nos encontrar mas que nos encontrávamos todos os dias das 7 às 8 ou da 1 às 3 da manhã ou quando calhava termos saudades ou tempo ou saudades e tempo e que eramos namorados e ninguém tinha nada a ver com isso e ainda hoje, 2000 anos depois não sei como é que ele se chama a sério, mas que um dia sem a voz dele me fazia aflição.
Sem nenhum problema digo-te que a qualquer momento penduras o sinal do not disturb na porta da sala e eu volto para o meu canto e juro que prometo e cumpro que não te chateio de forma alguma e que o jogo das probabilidades não nos põe a menos de 5km um do outro até à próxima festa do vinho verde e que como tal, podemos com toda a segurança e baixo risco e quase diria alto benefício mútuo continuar a existir assim um para o outro, sem sabermos ao certo o número da porta (é o 7 5ºdto - é tão bom ter-se um blog anónimo! ) .
Porque é isso ou deixo-te estar e com isso salvo com juízo o meu coração já meio amachucado, ainda a curar nódoas negras profundas - a minha vida está já tão cheia de confusões que isto era só tão dispensável...
É quem tem a vida presa por qualquer coisa não sou eu e se por um lado cumpro o mais que posso a ética e a moral, por outro lado não fui eu que pus as cartas em cima da mesa e recusei o inocente jantar com desculpas de possibilidade de fraquezas da carne. Sim, não acredito na política don't ask don't tell das forças armadas americanas e até agradeço e admiro a honestidade (não há ego que resista!) mas e agora? Já não posso dançar descalça contigo pela sala? Fazer de conta que isto não é só a valsa de domingo à noite?
Posso contar-te aqui, onde não vais nunca encontrar-me (nunca ninguém alguma alma vai encontrar-me por aqui) que houve tempos em que tive um amor portátil, ainda antes do Pedro Paixão o escrever? Conto-te que nunca me sentei numa mesa de café a nenhumas 3 de alguma tarde com o Tom, que tanto eu como ele tinhamos relações felizes e saudáveis (para miúdos de 21 anos) e que nunca sequer fizemos planos de nos encontrar mas que nos encontrávamos todos os dias das 7 às 8 ou da 1 às 3 da manhã ou quando calhava termos saudades ou tempo ou saudades e tempo e que eramos namorados e ninguém tinha nada a ver com isso e ainda hoje, 2000 anos depois não sei como é que ele se chama a sério, mas que um dia sem a voz dele me fazia aflição.
Sem nenhum problema digo-te que a qualquer momento penduras o sinal do not disturb na porta da sala e eu volto para o meu canto e juro que prometo e cumpro que não te chateio de forma alguma e que o jogo das probabilidades não nos põe a menos de 5km um do outro até à próxima festa do vinho verde e que como tal, podemos com toda a segurança e baixo risco e quase diria alto benefício mútuo continuar a existir assim um para o outro, sem sabermos ao certo o número da porta (é o 7 5ºdto - é tão bom ter-se um blog anónimo! ) .
Porque é isso ou deixo-te estar e com isso salvo com juízo o meu coração já meio amachucado, ainda a curar nódoas negras profundas - a minha vida está já tão cheia de confusões que isto era só tão dispensável...
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