sábado, março 23

Dizer-te que sou do sol
Do sexo pela manhã
Do salto para fora da cama.
Dizer-te que sou dos rios
Ou dos mares revoltos
E que me aborrecem as águas paradas.
Dizer-te que, ainda de joelho coxo,
Corro e que não quero conquistar o mundo devarinho.
Que para ficar parada terei a velhice
Se lá chegar.
Que para a paz terei sempre a hora dos livros
E que os amores se querem com sede.
Ou não te dizer nada,
Que não o entendes.

Sem comentários: