segunda-feira, abril 9

tenho o coração pendurado no estômago, com pinças crocodilo. tenho o coração pingado ali, amarrotado como quem sai da máquina e centrifugou um pouco mais do que devia. ainda não sei a quantas rotações o posso meter nesta máquina nova, quero-o sempre o mais enxuto possível e depois abuso. hoje está engelhado. devia ter feito amor poliéster e não linho branco, como mais gosto e nunca me lembro que as baixas temperaturas também lavam.
devia ter clicado no morno. maizómenos é melhor que menos.
tenho o coração saído da máquina e o pior é que me parece que ainda tem uma nódoa e secar corações em Abril-águas-mil não tem jeito nenhum.

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