sexta-feira, setembro 8

houve tempos em que

eu era tão feliz que dormia como os mortos - de barriga para cima com as mãos cruzadas no peito com medo que o coração me fugisse. O corpo todo esticado aberto, sem aninhar nem os pés. A alma também esticada. Acho que por essa altura não me atrevia nem a sonhar, não fossem os sonhos interromper a realidade.
Às vezes ele acordava-me, com um safanão, com medo que eu tivesse morrido de felicidade antes dele chegar à cama. Eu ria e respondia 'não me atrevia. To die by your side is such a heavenly way to die' e enroscava-me fazendo do seu peito curvo a almofada para o resto da noite.

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