Tu me manques. Como quem diz que a tua ausência me causa danos.
Tu dizes saudades a partir de um aeroporto ao sul, que os aeroportos, ao sul ou ao norte, são sempre o lugar dos abraços mais apertados. Eu cá, odeio aeroportos. Odeio as chegadas e as partidas e com frequência penso em ti nos aeroportos, embora nunca nos tenhamos cruzado em nenhum. Às vezes (felizmente nem sempre), os aeroportos são a casa dos abraços que nunca demos.
Já estava, meu amor, habituada ao vazio que é a nossa história. Pensei que também tu já a tinha atirado para o caixote dos amores incompletos, aqueles que não darão direito a linhas por não lhes ser possível inventar um fim. Assim o arrumei, como aquela história que comecei a escrever uma vez, à muito tempo, e que rapidamente condenei à morte por falta de fôlego. A nossa história também foi um pouco assim. Não foi a falta de ar que a matou em pleno enredo, mas a falta de corpo. Dois corpos que nunca se cruzam, duas rectas paralelas a olharem-se até ao infinito não podem dar bom romance.
Hoje viajo sem aeroporto. Não buscarei a tua ausência entre as mães no terminal de chegadas. Quando chegar, estacionarei o carro à porta de casa e sem dar por ti, subirei a casa.
Ainda assim, tu me manques. Na distância permanente das linhas paralelas, a tua ausência, como a tua presença e a tua saudade, causam-me danos.
Tu dizes saudades a partir de um aeroporto ao sul, que os aeroportos, ao sul ou ao norte, são sempre o lugar dos abraços mais apertados. Eu cá, odeio aeroportos. Odeio as chegadas e as partidas e com frequência penso em ti nos aeroportos, embora nunca nos tenhamos cruzado em nenhum. Às vezes (felizmente nem sempre), os aeroportos são a casa dos abraços que nunca demos.
Já estava, meu amor, habituada ao vazio que é a nossa história. Pensei que também tu já a tinha atirado para o caixote dos amores incompletos, aqueles que não darão direito a linhas por não lhes ser possível inventar um fim. Assim o arrumei, como aquela história que comecei a escrever uma vez, à muito tempo, e que rapidamente condenei à morte por falta de fôlego. A nossa história também foi um pouco assim. Não foi a falta de ar que a matou em pleno enredo, mas a falta de corpo. Dois corpos que nunca se cruzam, duas rectas paralelas a olharem-se até ao infinito não podem dar bom romance.
Hoje viajo sem aeroporto. Não buscarei a tua ausência entre as mães no terminal de chegadas. Quando chegar, estacionarei o carro à porta de casa e sem dar por ti, subirei a casa.
Ainda assim, tu me manques. Na distância permanente das linhas paralelas, a tua ausência, como a tua presença e a tua saudade, causam-me danos.
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