Momento ridículo do dia - acabei de tirar forno um delicioso arroz de pato para 2. Vivo sozinha e são 23.15 e nem o facto de arroz de pato ser a minha refeição preferida de todo mundo anula o facto de não ter fome absolutamente nenhuma. Dou graças a dEUS pelo facto de já ter comido uma sopa e a fruta enquanto esperava pelo pitéu, ponho papel de prata em cima e amanhã há festim ao almoço!
este post não deveria começar assim. e deveria ter o título - coisas adultos que vivem sozinhos. então cá vai a versão 2.0, menos cansada deste post
Não é fácil viver sozinho. É bom, mas não é fácil. Os dias são demasiado curtos, 24h não chegam para nada.
Sai-se do trabalho às 6, passa-se em casa para pegar na mochila para o ginásio, vai-se ao ginásio - 1h de cycling puro e duro e o sol de final da tarde a bater na cara, que quem é solteiro não se pode dar ao luxo de não queimar calorias num sítio qualquer sob o risco de passar horas no sofá com um pacote de bolachas na mão ou em mesa de tascos mal frequentados com vinho rasca à frente e eu, mal por mal, prefiro ficar jeitosa!
Chegar a casa às 9, regar as plantas - convém pôr adubo universal pelo menos uma vez por mês - dar de comer ao gato, limpar a areia ao gato, fazer a cama de lavado (a empregada até veio hoje - ai que eu sou tão burguesa! - mas por motivos alheios a mim e a ela não havia roupa da cama lavadae passada), fazer o jantar.
Fazer o jantar - verificar o que se tirou do congelador a correr à hora de almoço. Eu tenho um congelador cheio. Completamente cheio. Foram 12 anos de refeições organizadas, mega-jantaradas, assados e vinho a qualquer dia da semana, sempre congelador cheio para qualquer desejos. Polvos, peixes, pá de porco para assar, 1/2 pato, gelado, you name it, tenho tudo. Então tirei um taperware a correr, na esperança que fosse 3 fatias de carne assada feitas pela mãe para dias em que não sobra tempo para nada excepto para as enfiar entre 2 fatias de pão. Não era. Era um belo de um pato desfiado, com calda e tudo, mesmo à espera do forno. São 9.45 da noite, não são horas para um arroz de pato mas deitar comida fora é que não, muito menos pato que é só a minha refeição favorita. Então mãos à obra - seja arroz de pato, não tem mal nenhum, amanhã também é dia. Arroz de pato, receita da avó! Forno e tudo. É claro que já não havia qualquer esperança que isso me servisse de jantar, pelo que me fiquei pela sopinha e pela meia meloa que me esperava impaciente de tão madura no frigorífico et voilá, hoje tenho arroz de pato para almoço.
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